OSESP, uma paixão

Nos quarenta anos seguintes Eleazar de Carvalho esteve à frente das principais orquestras do mundo. As Filarmônicas de Berlim e de Viena e praticamente todas as grandes orquestras européias foram regidas por ele em programas que em geral incluem peças brasileiras, principalmente de Villa Lobos. Dirigiu durante seis semanas a Filarmônica de Israel em sua primeira excursão aos Estados Unidos.

Mas o seu principal compromisso sempre foi a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Fundada em 1954 e logo desativada a OSESP só ganhou vida a partir de junho de 1973 reorganizada por Eleazar de Carvalho. A frente da sua orquestra, que dirigiu até morrer, o maestro dedicou o melhor dos seus esforços. O desafio de criar em São Paulo uma orquestra do mesmo nível das orquestras internacionais que dirigira sempre foi o seu objetivo. Apesar dos seus esforços nem sempre obteve o apoio necessário e a OSESP muitas vezes tocou em espaços improvisados e sem as melhores condições. No final de sua vida quando as forças já lhe faltavam teve ainda energia suficiente para traçar as diretrizes da restruturação da OSESP e reger o primeiro concerto da orquestra na Estação Júlio Prestes. Não pode realizar o sonho ver a orquestra numa sala à sua altura. Deu, porém, os passos decisivos para que isto acontecesse.

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Sala São Paulo e a musica erudita no Brasil muito devem a Eleazar de Carvalho.E ele não será esquecido.

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